Vai ser interessante. Aliás; já está a ser interessante ver alguns partidos da oposição a ensaiarem às suas estratégias de mobilização. Infelizmente e abono da verdade, é sempre melhor para nós que todos eles continuem a ter às suas estratégias arroladas na imitação. A verdade porém, é que não vamos celebrar vitórias antecipadas, até porque não é menos verdade que estes tidos partidos já nos provaram muitas vezes que vendem até à própria alma na busca do alcance ao poder.
Porém, o que nos preocupa não são prioritariamente eles, tão pouco os nossos votos certos. O que nos preocupa não são os votos dos nossos militantes que trilham o caminho da vida trabalhando na zunga, ou no mercado do peixe. O que nos preocupa não são os nossos primos do mercado do sabão ou os nossos tios que não aceitaram emigrar para a grande cidade.
O que nos preocupa mesmo, são os Judas Políticos. Aqueles que na poltrona das suas casas e no conforto do bem-estar proporcionado pelo trabalho do governo, continuam a comer "Peru e arrotam Mortandela". Estes sim, nos preocupam porque geralmente votam no partido dos hipócritas que nem Judas, e vem nos dizer que está bem, mas assim também não dá!!!
Está interessante ver; e será ainda mais interessante avaliar o que mais podem fazer...
Mas a Victória, meus Camaradas... Está podem ter a certeza que é certa. E esta victória é do MPLA.
sábado, 29 de outubro de 2016
domingo, 23 de outubro de 2016
DEZ SINAIS QUE CARACTERIZAM ÀS PESSOAS QUE NÃO GOSTAM DE LER
(OBS: Infelizmente este post
contínua actual).
1º Acham e
defendem que não têm tempo para ler;
2º Geralmente
lêem por imposição e quando o fazem, focam-se apenas no que acham importante;
exemplo: Lêem apenas às conclusões ou recomendações;
3º Lêem por
imposição do contexto (provas, reuniões, apresentação, preparação da
aula...etc);
4º Fingem ter
preferência em géneros literários, mas não têm nenhuma leitura em curso seja
ela de cabeceira ou não;
5º Pensam que já
lêem muito em função das suas actividades;
6º Compram
livros apenas para alimentarem o seu próprio ego, pois nunca chegam à lê-los
(Autora deste Sexto ponto: Dra.Jocelina Livuvu);
7º Geralmente
confundem o percurso do conhecimento com o da fama;
8º Quando fingem
ler; minutos depois dizem: "-eu li mesmo...só que esqueci, mas...vou
voltar a ler". São de fraca memória;
9º São
atrevidos. Comentam sobre assuntos que não dominam, pois geralmente são
desprovidos de conhecimentos formais.
10º Entre os
seus próprios segredos conservam o pensamento que não são notórias às suas
faltas do domínio da cultura geral. Mas á insegurança de serem questionados em
público os torna arrogantes com posições imperativas.
Ponto Prévio (PP)- um intelectual é
uma pessoa que usa o seu intelecto para estudar e reflectir acerca de ideias,
de modo que este uso do seu intelecto possua uma relevância social e colectiva.
Este post continuará a ser desenvolvido.
De: Bento dos Santos.
De: Bento dos Santos.
Luanda, 09/10/2016.
QUEM PODIA SALVAR DILMA
O contexto da
política internacional continua a captar a atenção da imprensa internacional.
Com a denúncia ainda embrionária do vazamento de informações do paraíso fiscal
do "Panamá Papers", incidindo a tragédia na India que causou a morte
de mais de cem pessoas que assistiam um espetáculo com fogo-de-artifício, o
Brasil ressurge no contexto da opinião pública internacional com o caso
"impeachment" onde os deputados poderão votar no próximo Domingo
sobre a distituição ou não da Presidente Dilma sob acusação de alegada
corrupção, e o risco da incerteza, perante o processo denominado como
"lava jato" que envolve figuras de proa na liderança brasileira.
Num contexto de intensa crise política interna, com ascensão da instabilidade social naquele país, uma pergunta busca uma resposta prática dos inúmeros consultores, assessores, estrategas políticos, entre os demais actores da arena política brasileira.
Num contexto de intensa crise política interna, com ascensão da instabilidade social naquele país, uma pergunta busca uma resposta prática dos inúmeros consultores, assessores, estrategas políticos, entre os demais actores da arena política brasileira.
Quem podia
salvar Dilma?
Lula chegou a
cumprir com a promessa e activou àquela que supõem-se ser à sua arma
estratégica mais forte: a retórica. Mas até agora o resultado parece ainda
distar dos objectivos preconizados. O que Lula pretende com o activismo
político é usar o último recurso que podia realmente salvar Dilma. Isto é, o
povo!
Porém, a
estratégia das diligências parlamentares com troca de cargos, compra de votos
etc, não deram a garantia que o partido (PT) de Lula esperava. E como o risco e
a incerteza política em nada ajudam nas expectativas de quem governa, a
estratégia mais forte e mais complexa foi activada por Lula. Mas digamos
que…foi activada tarde de mais.
Despertar a
vontade do povo para defender Dilma, em nosso entender seria a melhor forma de
salvaguardar Dilma como Presidente. Mas uma outra realidade jogou contra a maré
de Lula. Os maiores fazedores de opinião convencional, no caso a maior imprensa
brasileira "entre os quais os barões da rede globo" rumam contrariamente
à esta tardia mobilização. É preciso ter em conta que a opinião pública quando
activada tardiamente, geralmente adopta uma posição homogénea a opinião
vinculada, e o caso de Dilma foi mais uma evidência factual deste pensamento.
TRUMP E HILLARY, UM DEBATE UM FUTURO MUNDIAL
Quem teima em não querer saber, o que acontece
nas maiores potenciais mundiais, mas se diz actor político, está condenado á
tormenta do fracasso político.
Já o tínhamos revelado e esgrimido que os Estados Unidos da América (EUA) é um dos países líderes da inovação. Depois de eleger o primeiro Presidente da raça negra na sua história, agora, pela primeira vez tem um candidato presidencialmente "malcriado" à concorrer a um dos principais cargos mais importantes do mundo. Presidente dos EUA.
A estratégia dos discursos e intervenções polémicas adoptada por Donald Trump como forma de mobilizar e centrar à atenção da mídia e dos eleitores americanos têm provocado um efeito contrário às expectativas de Trump e dos Republicanos.
Se no primeiro debate Hillary confirmou aos eleitores que à sua experiência acumulada na diplomacia e nas lides políticas norte-americana podem ser uma fonte de certeza para os democratas, não menos verdade, foi o descarrilar de Trump que revelou ao mundo à sua acentuada falta de preparação, incluindo falta de auto-confiança às confrontações temáticas que ele próprio ascendia.
Já o tínhamos revelado e esgrimido que os Estados Unidos da América (EUA) é um dos países líderes da inovação. Depois de eleger o primeiro Presidente da raça negra na sua história, agora, pela primeira vez tem um candidato presidencialmente "malcriado" à concorrer a um dos principais cargos mais importantes do mundo. Presidente dos EUA.
A estratégia dos discursos e intervenções polémicas adoptada por Donald Trump como forma de mobilizar e centrar à atenção da mídia e dos eleitores americanos têm provocado um efeito contrário às expectativas de Trump e dos Republicanos.
Se no primeiro debate Hillary confirmou aos eleitores que à sua experiência acumulada na diplomacia e nas lides políticas norte-americana podem ser uma fonte de certeza para os democratas, não menos verdade, foi o descarrilar de Trump que revelou ao mundo à sua acentuada falta de preparação, incluindo falta de auto-confiança às confrontações temáticas que ele próprio ascendia.
Neste Domingo (09/10/016) voltam à confrontar-se
os partidos políticos norte americanos Democratas e Republicanos; ou melhor
Trump e Hillary...
O que se espera?
De Trump à audiência espera uma nova aberração
polémica, o que infelizmente também tem defraudado às expectativas. Não foi em
vão que na última semana os assessores e estrategas democratas puseram à
circular algumas das muitas intervenções polémicas feitas por Trump contra às
mulheres. Às consequências de tal acção foram e estão a ser profundamente
imensas e desfavoráveis para os Republicanos. A nível interno do partido Republicano
assiste-se já uma grande repulsa à candidatura de Trump e algumas peças chaves
na liderança dos Republicanos como exemplo à ex-secretária de estado, a
republicana Condoleezza Rice e o Vice-presidente John Mccain vieram a público
sugerir a desistência de Trump e alegam que não irão votar em Trump. Entre os
problemas dos Republicanos e os estragos causados por Trump uma lição revela-se
para à nossa política interna:
-"Fazer política é assunto sério. Não é em
vão que a ciência tem como um dos seus campos de estudo a política". O que
se espera de Hillary durante o debate?
Pode-se prognósticar uma Hillary mais ofensiva. Tudo porque na última semana, que pode-se considerar catastrófica para Trump, isto depois da divulgação de um vídeo feito no ano 2005 no qual Trump menospreza às mulheres.
Pode-se prognósticar uma Hillary mais ofensiva. Tudo porque na última semana, que pode-se considerar catastrófica para Trump, isto depois da divulgação de um vídeo feito no ano 2005 no qual Trump menospreza às mulheres.
No vídeo, Trump diz a um apresentador de
televisão durante uma conversa gravada sem o seu consentimento em um ónibus:
-"Quando você é famoso, elas deixam você
fazer. Você pode fazer qualquer coisa". E disse muito mais (...); Com este
cenário de escândalos de posicionamentos ideológicos revanchistas Trump
arrisca-se a perder definitivamente o eleitorado feminino e certamente, neste
segundo debate Hillary irá tirar grande proveito desta situação. Talvez Trump
poderá apelar á humildade e contra-atacar usando a imagem do ex-presidente Bill
Clinton que teve escândalos extras- conjugais durante o seu mandato
presidencial.
A bandeira de Trump tem sido tão grande que até à
sua esposa já veio ao público tentar amenizar, classificando de inaceitáveis e
ofensivas às declarações do seu marido, mas alegou que tais pronunciamentos
"não representarem o homem que ela conhece"...
Verdade porém, é que ela não tem liderança reconhecida no seio do eleitorado.
Cá para nós fica arrebatada à ideia que no meio de tanta confusão, é um grande risco ter um líder mal-criado com o poder de influência mundial que têm os presidentes dos EUA.
Outra oportuna lição, se é que a podemos assim designar, prende-se na acentuada irresponsabilidade que se tem assistido ao se fazer política no nosso contexto interno, onde muitos actores políticos da nossa praça buscam usar a estratégia da polémica para mobilizar e atrair à atenção do público eleitor esquecendo que está estratégia geralmente não significa à aprovação de determinadas visões ou ideologias políticas.
Perante a estratégia das intervenções polémicas, geralmente quando o público eleitor tem a oportunidade de homologar à sua vontade, isto pelo voto, eles regularmente fazem-no em sentido contrário ao do promotor das polémicas.
Verdade porém, é que ela não tem liderança reconhecida no seio do eleitorado.
Cá para nós fica arrebatada à ideia que no meio de tanta confusão, é um grande risco ter um líder mal-criado com o poder de influência mundial que têm os presidentes dos EUA.
Outra oportuna lição, se é que a podemos assim designar, prende-se na acentuada irresponsabilidade que se tem assistido ao se fazer política no nosso contexto interno, onde muitos actores políticos da nossa praça buscam usar a estratégia da polémica para mobilizar e atrair à atenção do público eleitor esquecendo que está estratégia geralmente não significa à aprovação de determinadas visões ou ideologias políticas.
Perante a estratégia das intervenções polémicas, geralmente quando o público eleitor tem a oportunidade de homologar à sua vontade, isto pelo voto, eles regularmente fazem-no em sentido contrário ao do promotor das polémicas.
Entre os diversos riscos do constante uso da
estratégia da polémica, também associa-se à necessidade da permanente da
manutenção da credibilidade. Outro risco que leva a erradas avaliações do
trabalho político, é a estratégia da política do umbigo, conforme palavras do
jovem político cá da nossa praça.
Este conceito novo e residente, tem levado a
muitos actores políticos avaliarem erradamente à aprovação dos eleitores no que
concerne aos seus programas políticos, confundindo-os com à sua própria
promoção de imagem. Fica o recado e às ilações...Se por lá o magnata está à
dar-se mal, porque usou a estratégia da política do umbigo, por cá, ainda há
muito para se ver. Pode-se dizer que este é mais um exemplo do “PODER DA
RETÓRICA NA MOBILIZAÇÃO POLÍTICA”. E que fique registado o recado para todos
que acham que nos tempos actuais, a mobilização política, já não se assenta na
capacidade retórica. A campanha entre os candidatos Democratas e os
Republicanos nos EUA tornou-se uma aula sobre o poder da retórica na
mobilização política.
Fica o recado, e quiçá não vamos a prática. Trump
e Hillary. Um debate um futuro mundial.
sábado, 25 de junho de 2016
REINO UNIDO FORA DA UNIÃO EUROPEIA "UMA REFLEXÃO QUE SE IMPÕEM"
Por: Bento dos Santos
Alguns talvez dirão:
-" O problema é deles, nós também temos
os nossos problemas".
É bem verdade que sim. Todavia, hoje tais
acontecimentos não são passíveis de um simples olhar e a desvaneio assobiar de
lado, ignorando às questões, quando sabemos que hoje o mundo tal como o
conhecemos é equiparado a uma aldeia global.
Podemos resumir tal acepção, percebendo que o
que se faz em um determinado país, o que acontece em determinado país, o que
ocorre em um determinado estado pode em muitas ocasiões influenciar em outros
estados, fazendo com que estes alterem às suas políticas económicas, jurídicas,
educacionais entre outras.
Com 52% dos votos a favor e 48% contra, o
Reino Unido decidiu sair da União Europeia. A vontade do povo Britânico ditou mais
uma vez as regras da vigência da democracia naquele país.
A opinião pública britânica demostrou a sua
posição e passa a fazer história com um referendo que já marca o mês de Junho
de 2016 para história internacional e que põe fim a décadas de vigência. Foi a
cerca de 41 anos atrás a quando do 5 de Junho de 1975 quando o governo do então
Primeiro-ministro Trabalhista Harold Wilson perguntou aos eleitores se o Reino
Unido devia permanecer na Comunidade Económica Europeia "CEE".
Na época o Reino Unido já havia aderido à
CEE, isto em 1973, contudo, o actual acordo também servia de modelo para os
demais continentes, que sob filosofia da plataforma "juntos somos mais fortes"
tentam integrar as políticas entre estados, na perspectiva de uma governação regional
e continental.
Às consequências da saída do Reino Unido da
União Europeia fizeram com que David Cameron, Primeiro-ministro daquele país, que
defendia o não, "entenda-se o não da saída da união europeia" após os
resultados, pose-se o seu cargo a disposição. Segundo o mesmo, vai deixar o
cargo já no mês de Outubro do ano em curso, sob pretexto de que o presente
resultado impõem uma nova liderança para o Reino Unido.
Entre as mais variadas consequências a
economia britânica parece ser também aquela cujos efeitos imediatos parecem
produzir efeitos imediatos, tendo a Libra conhecido já uma queda na cotação do
mercado.
Por outra, o preço do barril de petróleo
registou mais uma baixa. Diz-nos a experiência que o cenário de instabilidades
económicas trazem sempre a reboque uma avalanche de incertezas. A questão da
saída do Reino Unido não é diferente.
A única certeza que o referendo parece trazer
é a própria avalanche de incertezas.
Às consequências do “fora do Reino Unido” estende-se além do próprio continente europeu, para termos uma ideia deste prognóstico, podemos basear-se na importância das contribuições económicas que o Reino Unido fazia para a União Europeia que por sua vez estendia os seus tentáculos de influência económica em todo mundo com pacotes de financiamento que permitiam ter um jogo de influência política que dispensa outros comentários neste particular.
Às consequências do “fora do Reino Unido” estende-se além do próprio continente europeu, para termos uma ideia deste prognóstico, podemos basear-se na importância das contribuições económicas que o Reino Unido fazia para a União Europeia que por sua vez estendia os seus tentáculos de influência económica em todo mundo com pacotes de financiamento que permitiam ter um jogo de influência política que dispensa outros comentários neste particular.
Porém, apesar de muitos prognosticarem que a
saída do Reino Unido não vai provocar o efeito dominó, para os demais países
europeus ou para o mundo, a nosso entender tal efeito será sim uma realidade,
tímida, mas factual.
O que assistimos com a saída do Reino Unido
da União Europeia é sim uma nova configuração na geopolítica económica mundial,
onde os Estados guardiões como EUA e Rússia apesar de não terem um papel
directo na formatação das opiniões dos eleitores do referendo, a verdade oculta
é que a nova reconfiguração geopolítica mundial estará centrada numa economia
ainda mais centralizada a nível das nações mais poderosas, isto aumentando a
dependência das nações no quadro da estabilidade económica e da própria
segurança regional.
Quem afirma que o Reino Unido saindo da União
Europeia arrisca-se a falir como estado, certamente ao fazer tal afirmação
também arrisca-se em esquecer-se que o Reino Unido pode ser um balão de ensaio
de um novo modelo de governação centrado na formulação de políticas exclusivas
perante as instabilidades mundial (crise humanitária em função da emigração,
etc).
Reafirmamos que certamente haverá também uma
mudança na ideologia política Britânica. O que quer dizer que os conservadores
britânicos podem emancipar-se achando que assim haverá mais uma vez a
possibilidade de liderar o mastro da condução política do país.
No entanto, apesar das incertezas, podemos
prognosticar que o efeito desta saída para o continente africano representa
também menos ajuda no campo humanitário, mais instabilidade política e social e
possivelmente a ascensão de novos conflitos armados.
Reino Unido Fora da União Europeia é questão
ainda em curso.
As suas consequências? Sim! São ainda um
esmerilhado de incertezas.
Mas fica a lição para todas outras intenções,
como por exemplo o acordo do livre comércio na região da SADC que para está
organização passa a ser uma experiência a ter conta, perante ascensão dos povos
em quererem ver os seus governos a administrarem mais para dentro do que para fora...
Fica patente que com a saída da União
Europeia o mundo perde um pouco a dimensão da importância do conceito que a
união faz a força e consequentemente de que todos juntos é mais possível (...).
domingo, 12 de junho de 2016
A RETÓRICA DE TRUMP EM CAMPANHA ELEITORAL
Por: Bento dos Santos
Já passam alguns anos que defendo o seguinte
pensamento: Para ser reconhecido pela opinião pública existem duas
possibilidades, ou ser muito bom ou ser muito mau... Uma das condições
certamente lhe transportará para fama.
Cépticos ou não, a verdade é que os estrategas de
Trump já podem festejar a primeira etapa. O objectivo primário foi alcançado.
Trump já é um dos fortes candidatos a casa Branca, e certamente vai concorrer a
um dos cargos mais cobiçados do mundo. Trump já está nos holofotes da midia
mundial, e em muitas ocasiões, gratuitamente. O cargo de Presidente dos Estados
Unidos da América, um dos países mais poderoso do mundo tem agora um candidato
com perfil de mal-educado, dizem alguns analistas internacionais.
Mas o que podemos aqui retratar, são as abordagens
polémicas de Donald Trump o pre-candidato da esquerda republicana. Suas
abordagens são quase sempre acompanhadas de insultos que chegam a dividir as
opiniões no seio do seu Partido "Os Republicanos".
Por conseguinte a imprensa mundial, encontrou uma
máquina grátis de produção de factos. Está máquina 《》 chama-se Donald
Trump. Quando o homem abre a boca para falar ao público, deixa quase sempre um
rastro de contradições e polémicas que a prior muitos políticos cá da nossa
praça tidos como experimentados, já o consideravam como um difundo político.
Diziam que Trump não passaria para a segunda fase...
E porque que tinham está visão?
Muitos confundiam, e talvez continuaram a confundir o
que pode ser considerado como as perspectivas estratégicas dos estrategas de
Trump que não se prenderam nas suas próprias convicções. Outros alegavam que
Trump estava a fazer "show of", ou política para si mesmo...
Foram infelizes, pois com a chegada de Trump a
concorrer a presidência da Casa Branca é claro que vão ter de baixar a crista e
engolir a arrogância e talvez apreenderem a ouvir, pois vão ter de supotar a
surdina mais uma falha de leitura e desenho de cenários o qual revelam que não
estiveram habilitados para tal.
A pergunta:
- Como pode um candidato que ataca o eleitorado,
destratando-o ser escolhido?
A resposta a está pergunta, centra-se precisamente no sucesso de Trump.
Enquanto uns se prendem avaliando o seu perfil, muitos entre o eleitorado se revejam nele, pois acreditam que Trump fala de tal forma porque sabe das coisas. Podemos dizer que a polémica de Trump faz ascender a sua própria credibilidade.
A resposta a está pergunta, centra-se precisamente no sucesso de Trump.
Enquanto uns se prendem avaliando o seu perfil, muitos entre o eleitorado se revejam nele, pois acreditam que Trump fala de tal forma porque sabe das coisas. Podemos dizer que a polémica de Trump faz ascender a sua própria credibilidade.
A estratégia da polémica discursiva de Trump
centrou-se nas expectativas do próprio eleitorado. Não devemos esquecer que o
sensacionalismo tem-se revelado como táctica muito forte para a estratégia da
propaganda política nos últimos tempos.
As acções e factos sensacionalistas têm mobilizado
mais pessoas do que temas e factos recheados de valores sociais. Trump foi apelidado
de mestre do insulto: - "Construiria um grande muro" prometeu Trump
em certa ocasião...ao referir-se ao combate à imigração ilegal no seu país.
Outrossim, o eleitorado norte-americano ainda mantém
elevada a ânsia da vingança, pos 11 de Setembro. O Presidente Obama teve dois
mandatos que certamente vão ficar para história pela positiva, principalmente
no campo das relações internacionais, mas ficou por resgatar o orgulho
patriótico dos norte-americanos que anseiam voltar a ter a hegemonia da prepotência
mundial, até num simples acto de identificação pelo passaporte.
Outro factor a termos em consideração baseia-se na
projecção da imagem no seio da opinião pública. Contrariamente ao modelo de
liderança baseado na arrogância, o discurso musculado projecta uma falsa imagem
de força para o eleitorado. Neste estágio de perspectivas associada a
ansiedade, a projecção da força, sob estratégia discursiva anula a avaliação de
outras qualidades que devia ter-se em conta por parte do eleitorado.
Atenção não estamos a assumir que o perfil do
eleitorado seja composto por leigos, mas o uso do jogo da inteligência
cognitiva de supostamente fazer e dar o que o próprio eleitorado quer.
Em muitas ocasiões, neste caso específico da época pré
eleitoral, a referida estratégia funciona como uma massa de bolo posto numa
forma a medida.
Assim, fica a lição. Para aqueles que ainda acham que
uma boa estratégia discursiva já não mobiliza o eleitorado, seria bom que
revessem as suas posições, pois em diversas ocasiões existem e sempre
existiram, palavras que alteraram de forma drástica inúmeras situações. Tanto
para o lado positivo como também para o negativo. E na política tal
possibilidade não é excepção.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
FILOMENA FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS. "A MINHA MÃE"!
“Em memória de Filomena Francisco José dos Santos
Texto reeditado aos 15/02/2016”
Minha mãe, naquele dia voltou sem nada.
Não tinha vendido nada. Parece que os clientes adivinharam e resolveram participar na maldade.
Sabias que é maldade não comprares nada do negócio do pobre?
Parecia que a pouca sorte se multiplicará, e todos resolveram nos castigar. O negócio da minha mãe era pesado em quilos mas levíssimo no preço.
Era de fácil aquisição e tornava-se humilhante por vezes.
Eu e a mãe vendíamos garrafas vazias, e uma das muitas responsabilidades que a mãe me incumbiu naquele grande negócio, era tratar da área logística.
Eu transportava na cabeça o saco com mais de cem (100) garrafas de várias qualidades, e tinha de estar sempre em forma. No meu currículo descrevia-se a performance ideal para aquela profissão. Tinha as vantagens para admissão imediata para aquela vaga, pois a mãe não segmentava-se nas novas barreiras nacionais para pobre não “bumbar” os famosos requisitos profissionais como: “ inglês fluente, falado e escrito ou os famosos mil e cem (1100) anos de experiência profissional comprovada”.
Para seres admitido pela minha mãe, tinhas de ser angolano, saber andar, e de preferência correr, mas correr bem. Se possível correr mais que o compadre “Saiovo”. Tinhas também de agir com rapidez e perspicácia, características raras, só vistas nos currículos e nas acções dos muitos mádies do Kumbú aqui na nossa praça.
Nós zungueiros tínhamos de às ter, entenda-se os requisitos da corrida, pois os fiscais eram dotados em apropriações ilícitas, e nos tinham como principais alvos.
A mãe não me maltratava, afinal onde arranjaria ela força para tal, pois apesar de ela ser ainda muito jovem, aparentava a minha avó que nunca conheci.
Eu transportava às garrafas na cabeça apesar da minha tenra idade, assim como o povo transporta a luxaria e a falsidade dos incrédulos banhados da hipocrisia daqueles que nada querem saber em troca da fome e do sofrimento diário.
Quanto a venda das garrafas, naquele dia não pude fazê-lo, a mãe foi sozinha vender aquelas garrafas todas, às revendedoras de petróleo ou as cazucuteiras do óleo do motor e da gasolina lá na então praça dos sonhos, o Roque Santeiro.
A mãe me deixou em casa aos cuidados da minha prima Mãezinha que aos catorze anos já transportava quarenta de malandragem, e dela para mim os cuidados foram só de boca. Ela gozou comigo naquele dia, dizendo-me: “- Vais morrer. Isto é fome. Andas a te alimentar de sonhos. Saco vazio não fica em pé. Agora vais dar o caldo, vais ver!”.
Em seguida ela me abandonou, minutos depois, da mãe sair, pois apareceu um dos muitos amigos dela, que não tinham hora, e foram, para onde não sei, mas de certeza “um dos dois havia de ficar sem fome”- disse-me ela na despedida.
Eu já estava nas últimas a fome me apertava, os órgãos internos do meu corpo reclamavam, manifestando dores internas. Eu já tinha a doença da moda na época, e era um dos poucos no mundo com cólera mas sem os sintomas pois não tinha nada no organismo para exteriorizar. Ainda pensei no meu primo N´guexi que sempre me tentou moralizar, alegando que era só uma questão de calma e paciência, pois em breve as coisas mudariam. Grande primo. Mas a sorte também lhe foi madrasta. Muito estudo e nada. Era licenciado, mestrado e doutorado em cazucutas, mas mesmo assim nada! Até a dama já lhe abandonou, sem sequer lhe dizer basta, foi viver com um outro homem, assim mesmo tipo nada. Coragem, precisa ele também pensei.
A mãe regressou finalmente. Percebi pelo ruído do portão de chapa ao abrir-se. Após a entrada, ela dirigiu-se até ao local onde me encontrava e olhou para mim, e eu para ela, seu olhar vencia-me pois ainda tinha lágrimas. Eu estava falido até mesmo em lágrimas.
Queria a mãe levar-me ao hospital. Percebi pelos gritos de desespero que ela proferia, como se de um discurso politico se trata-se, mas o autocarro para me transportar também paga-se, e lá no nosso bairro 78, telefone era ainda um sonho. Ainda não tínhamos a antena, e sem o sinal, os telefones não funcionam, diziam os entendidos na matéria.
A mãe lastimava. No seu rosto lia-se a mensagem de fracasso como se de um soldado se trata-se, no regresso de uma delicada missão. E não era? (…)
Mais nada! Era o fim, o meu fim!
A mãe pegou-me ao colo gritando e lamentando, eu não sentia nada, ainda belisquei-lhe para fazer silêncio. Convidei-lhe a ver comigo alguém que já a muito ouvia falar, e finalmente estava presente, junto a mim.
Sim, pude conhecer finalmente o famoso diabo. Estava nu a assar sardinha com uma faca no bolso. A mãe parece que não entendeu o que lhe falei, e aumentou o delírio. Até achei graça, mas o sorriso era já interno. E como a mãe já não me ouvia, concentrei-me naqueles que comigo haviam de conviver, dai em diante.
Falei com o senhor diabo, perguntei-lhe do porque do meu fim nas suas malhas. Ele não respondeu prontamente, mas deu-me um panfleto onde lia-se:
- “Pobreza também é pecado, punido com inferno! O sofrimento não provém do inferno, é autoria dos pobres”.
Percebi que terminava assim a minha pouca sorte. No panfleto lia-se também que às pessoas que acabavam mortas, como eu, certamente gozariam do poder de disseminar a maldade pela terra, mas só mesmo sobre os outros pobres. Pensei (…)
Agora em diante sim, eu também fiquei poderoso, e poderei propor mais sofrimento na terra (…)
Ai, a minha mãe!
Sabias que é maldade não comprares nada do negócio do pobre?
Parecia que a pouca sorte se multiplicará, e todos resolveram nos castigar. O negócio da minha mãe era pesado em quilos mas levíssimo no preço.
Era de fácil aquisição e tornava-se humilhante por vezes.
Eu e a mãe vendíamos garrafas vazias, e uma das muitas responsabilidades que a mãe me incumbiu naquele grande negócio, era tratar da área logística.
Eu transportava na cabeça o saco com mais de cem (100) garrafas de várias qualidades, e tinha de estar sempre em forma. No meu currículo descrevia-se a performance ideal para aquela profissão. Tinha as vantagens para admissão imediata para aquela vaga, pois a mãe não segmentava-se nas novas barreiras nacionais para pobre não “bumbar” os famosos requisitos profissionais como: “ inglês fluente, falado e escrito ou os famosos mil e cem (1100) anos de experiência profissional comprovada”.
Para seres admitido pela minha mãe, tinhas de ser angolano, saber andar, e de preferência correr, mas correr bem. Se possível correr mais que o compadre “Saiovo”. Tinhas também de agir com rapidez e perspicácia, características raras, só vistas nos currículos e nas acções dos muitos mádies do Kumbú aqui na nossa praça.
Nós zungueiros tínhamos de às ter, entenda-se os requisitos da corrida, pois os fiscais eram dotados em apropriações ilícitas, e nos tinham como principais alvos.
A mãe não me maltratava, afinal onde arranjaria ela força para tal, pois apesar de ela ser ainda muito jovem, aparentava a minha avó que nunca conheci.
Eu transportava às garrafas na cabeça apesar da minha tenra idade, assim como o povo transporta a luxaria e a falsidade dos incrédulos banhados da hipocrisia daqueles que nada querem saber em troca da fome e do sofrimento diário.
Quanto a venda das garrafas, naquele dia não pude fazê-lo, a mãe foi sozinha vender aquelas garrafas todas, às revendedoras de petróleo ou as cazucuteiras do óleo do motor e da gasolina lá na então praça dos sonhos, o Roque Santeiro.
A mãe me deixou em casa aos cuidados da minha prima Mãezinha que aos catorze anos já transportava quarenta de malandragem, e dela para mim os cuidados foram só de boca. Ela gozou comigo naquele dia, dizendo-me: “- Vais morrer. Isto é fome. Andas a te alimentar de sonhos. Saco vazio não fica em pé. Agora vais dar o caldo, vais ver!”.
Em seguida ela me abandonou, minutos depois, da mãe sair, pois apareceu um dos muitos amigos dela, que não tinham hora, e foram, para onde não sei, mas de certeza “um dos dois havia de ficar sem fome”- disse-me ela na despedida.
Eu já estava nas últimas a fome me apertava, os órgãos internos do meu corpo reclamavam, manifestando dores internas. Eu já tinha a doença da moda na época, e era um dos poucos no mundo com cólera mas sem os sintomas pois não tinha nada no organismo para exteriorizar. Ainda pensei no meu primo N´guexi que sempre me tentou moralizar, alegando que era só uma questão de calma e paciência, pois em breve as coisas mudariam. Grande primo. Mas a sorte também lhe foi madrasta. Muito estudo e nada. Era licenciado, mestrado e doutorado em cazucutas, mas mesmo assim nada! Até a dama já lhe abandonou, sem sequer lhe dizer basta, foi viver com um outro homem, assim mesmo tipo nada. Coragem, precisa ele também pensei.
A mãe regressou finalmente. Percebi pelo ruído do portão de chapa ao abrir-se. Após a entrada, ela dirigiu-se até ao local onde me encontrava e olhou para mim, e eu para ela, seu olhar vencia-me pois ainda tinha lágrimas. Eu estava falido até mesmo em lágrimas.
Queria a mãe levar-me ao hospital. Percebi pelos gritos de desespero que ela proferia, como se de um discurso politico se trata-se, mas o autocarro para me transportar também paga-se, e lá no nosso bairro 78, telefone era ainda um sonho. Ainda não tínhamos a antena, e sem o sinal, os telefones não funcionam, diziam os entendidos na matéria.
A mãe lastimava. No seu rosto lia-se a mensagem de fracasso como se de um soldado se trata-se, no regresso de uma delicada missão. E não era? (…)
Mais nada! Era o fim, o meu fim!
A mãe pegou-me ao colo gritando e lamentando, eu não sentia nada, ainda belisquei-lhe para fazer silêncio. Convidei-lhe a ver comigo alguém que já a muito ouvia falar, e finalmente estava presente, junto a mim.
Sim, pude conhecer finalmente o famoso diabo. Estava nu a assar sardinha com uma faca no bolso. A mãe parece que não entendeu o que lhe falei, e aumentou o delírio. Até achei graça, mas o sorriso era já interno. E como a mãe já não me ouvia, concentrei-me naqueles que comigo haviam de conviver, dai em diante.
Falei com o senhor diabo, perguntei-lhe do porque do meu fim nas suas malhas. Ele não respondeu prontamente, mas deu-me um panfleto onde lia-se:
- “Pobreza também é pecado, punido com inferno! O sofrimento não provém do inferno, é autoria dos pobres”.
Percebi que terminava assim a minha pouca sorte. No panfleto lia-se também que às pessoas que acabavam mortas, como eu, certamente gozariam do poder de disseminar a maldade pela terra, mas só mesmo sobre os outros pobres. Pensei (…)
Agora em diante sim, eu também fiquei poderoso, e poderei propor mais sofrimento na terra (…)
Ai, a minha mãe!
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