segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E OS INTERESSES DOS ESTADOS





Bento José dos Santos
- Até que ponto a população de um determinado país, está inteirada sobre os métodos, tácticas e estratégias dos estados fazerem politica externa, no que concerne o interesse de um estado sobre outro?


- Até que ponto a população de um determinado estado, está inteirada dos riscos, das ameaças das oportunidades e forças que um estado pode exercer sobre outro?


- Quanto aos meios de comunicação social, os amplificadores das liberdades e libertinagens, até que ponto a liberdade editorial é um facto, perante aos interesses dos estados?

- A quem realmente interessa ver publicada materiais que denigrem a imagem do seu país em jornais estrangeiros?


- Até ponto os editores (estrangeiros) de tais materiais estão realmente desprovidos de qualquer forma clássica do método da manipulação da informação, cujo pendor integra os fóruns políticos, perspectivando a curto prazo adeptos internos no seio das associações civis e políticas?


Talvez começaríamos a debruçar sobre as questões expostas, recorrendo ao pendor legislativo, esgrimido argumentos da constituição, da carta magna etc, etc… que ao meu entender, com uma das mãos dá… e com outra, tira!

Por isso, acho melhor esgrimir sob realidades factuais: - por exemplo…qual é a dimensão da cobertura mediática da viagem de Ban Ki-Moon em África, particularmente em Angola. Em que periódicos internacionais, ou cadeias televisivas tal facto foi ou esta a ser difundido?


Será que a deslocação de Ban Ki-Mon, secretário-geral das Nações Unidas pela primeira vez na África Austral não representa relevância suficiente para as linhas editoriais dos órgãos de comunicação social internacionais?

Afinal o quê, que transforma os meios de comunicação social, como supostos donos da verdade… - a promessa do dia melhor, ou do amanhã perfeito?!


Perante as tais questões, uma realidade subjectiva domina minha consciência. Os governos precisam apostar mais na educação da sua população. Só tendo uma população detentora de conhecimentos, cada nação poderá estar preparada para abortar campanhas de fóruns políticos, cujo resultado visa a curto prazo promover objectivos obscuros, como por exemplo a emancipação da nova forma da política ocidental imperialista, que se pauta no controlo económico e militar dos países mais fracos, impingindo seus ideais oportunistas.


Neste âmbito, são vários os meios de comunicação social que são usados como veículos estratégicos para lançar campanhas politicas internacionais, o que pode ser claramente identificado no conteúdo das matérias publicadas por estes órgãos, que dão primazia aos conteúdos sensacionalistas, amplificando boatos, cujo objectivo final é promover a instabilidade social em outros países.


Acima disto, é preciso haver um compromisso mais acentuado, sob todos aqueles que apegam-se na política como sua actividade quotidiana, por formas a não porem em risco a soberania dos seus países e a vida dos seus povos, uma vez que os meios de comunicação social não sobrepõem os interesses dos estados, isto em nenhuma nação, apesar de que na actualidade de propagar o contrário.

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012-PRENÚNCIO DA ERA DA VALORIZAÇÃO DO CAPITAL INTELECTUAL ANGOLANO?!

“Após consumirmos dez (10) anos de paz, nós angolanos, notamos que este período parece ainda não ser o suficiente para por cobro aos nossos distintos anseios”.

Por: Bento José dos Santos


Com a conquista da paz constatamos uma reformulação nos nossos anseios, receios, realidades e também sobre as nossas ameaças e desafios…

No entanto uma certeza consolidou-se, faz referência a grande realidade objectiva e concreta que a paz nos fez experimentar até agora, é certamente a sua força estratégica de permitir a criação do desenvolvimento social, politico, económico, entre outros. Quando um estado conquista a paz, simetricamente, caminha para o desenvolvimento.

Perante a um cenário de perspectivas ambiciosas a nível mundial, a realidade angolana não se dissocia das inúmeras alterações sociais que ocorrem pelo mundo.

Um mundo que actualmente parece ser guiado pela economia de mercado, onde cada nação tenta massificar a sua liderança com políticas integradoras que procuram transpor barreiras: sociais, culturais, geopolíticas, longitudinais; com a ânsia de uma solução genérica e pacificadora a nível global.

Dado a tão ambicioso objectivo os distintos sectores da economia vão se alterando progressivamente, face a nova realidade de incertezas, alimentadas pelo desconhecimento do futuro. O futuro que a todos preocupa e que todos desconhecem.

É nesta frenética e intangível busca pelo conhecimento do amanhã, que surge a necessidade de realçar o conhecimento do capital intelectual.

Isso significa que o mercado está a moldar as instituições e as empresas, direccionando-as a adaptarem-se, devendo para tal terem a capacidade de transformar o conhecimento em fonte geradora de riqueza; isto pode ser através da inovação dos produtos ou serviços.

A fórmula consiste em ter no seu quadro de pessoal profissionais competentes, capazes de diagnosticar e dar tratamento nos dados do mercado de forma eficaz, de maneira a se encontrar soluções concretas para a resolução dos distintos problemas que se incidem sobre as organizações através do dinamismo social.

Vários aspectos devem-se ter em conta na busca de quadros competentes, para tal, é necessário ter em atenção questões de âmbito político e social. Por exemplo, para postos estratégicos é preciso desenhar-se perfis de quadros com cariz patriótico. Assim anula-se o risco da invasão silenciosa de quadros disfarçados de boas intentonas assessoriais.

O desafio que o mercado angolano experimenta transporta a transição de uma sociedade artesanal para uma sociedade industrial, dai a necessidade da valorização do conhecimento, pois este destaca-se acima de qualquer recurso económico.

Assim sendo, só com a valorização do capital intelectual e profissional angolano poderemos entrosar no percurso certo, rumo ao objectivo hipotético de um dia podermos viver todos minimamente bem no nosso próprio país.

DESEJO UM FELIZ INICIO DO CICLO 2012 PARA TODOS ANGOLANOS!

sábado, 17 de dezembro de 2011

O DIÁLOGO COMO ESTRATEGIA DE ESTABILIDADE POLÍTICA E SOCIAL





Por: Bento José dos Santos

“Há hoje algumas incompreensões e mesmo equívocos que é preciso esclarecer. Penso que isto acontece porque o diálogo não ainda não é suficiente. O sector competente do executivo deve aprimorar as vias do diálogo sociais e ouvir, auscultar e discutir mais, para que os assuntos sejam tratados em momentos e lugares certos, e sejam encontradas e aplicadas soluções consensuais”…


José Eduardo dos Santos, Presidente da República de Angola.


No passado dia 18 de Outubro de 2011, o Presidente da República Angola, proferiu um discurso sobre o Estado da Nação Angolana, durante a cerimónia de abertura da IV Sessão Legislativa da II Legislatura da Assembleia Nacional. O nosso presidente trouxe em voga a questão da necessidade de se estabelecer canais de diálogo entre o sistema governante e a juventude. Indo um pouco mais além, sabe-se que esta necessidade abrange a todos sectores sociais.


Apesar da maioria das reacções da opinião pública demonstrar estar de acordo com a visão do presidente, ainda não se sentiu o real posicionamento técnico (Comunicólogos) daqueles que tem a árdua missão de implementar os sistemas e processos de comunicação no seio da sociedade, uma vez que são detentores de formação específica e profissionalizante nesta área.


Dialogar é comunicar. A comunicação por sua vez, é um processo complexo de estruturas e ferramentas que devem ser incorporadas no dia-a-dia da sociedade, sejam elas organizações, sociedade civil, ou mesmo militar e paramilitares, todas elas estão envolvidas no papel de actores sociais, e logo concorrem ao propósito de produzir a sustentabilidade social.


Apesar de dialogar ser objectivamente comunicar, o risco da deturpação conceitual da comunicação é extensiva e vivenciada diariamente, enquanto se confunde a comunicação com a dominação, o exercício do poder, a manipulação, a sedução ou mesmo a bendita informação!


A comunicação não pode ser confundida com a informação, pois a informação é geralmente impessoal, e pode até ser mecanizada. Entretanto, a informação é matéria-prima da comunicação. Sendo que quem esta informado, esta melhor preparado para o diálogo.


O campo genuíno da comunicação é sempre baseado na argumentação, opinião e esclarecimento, pois estes anulam o campo da coerção, da manipulação, da sedução e da simples informação. Apesar disto o campo da esfera comunicacional é também o campo da persuasão, mas da persuasão consciente, onde se elege os melhores argumentos que moldam as opiniões, e por fim, a actuação das pessoas esclarecidas.


A comunicação é um fluido social que torna possível o relacionamento humano. O que precede o diálogo ou o relacionamento comunicacional das instituições, ou organizações sociais é o conteúdo ou a mensagem que se pretende estabelecer com os seus interlocutores, no caso a população.


Outro aspecto fundamental desse processo é a forma dialogista que se deve estabelecer no processo comunicacional. A definição dos canais de comunicação deve ser de mão dupla, considerando o diálogo pela troca de conhecimento, informações e percepções, que serão os insumos para a retroalimentação do processo comunicacional. Isto é vital para a organização social.


Com esta compreensão, a comunicação do executivo angolano precisa partir em primeira instância na apresentação da sua identidade. Isto seria possível através de um exercício democrático, publicitando quem ela realmente é, para poder ser conhecida, entendida e assim a sua mensagem ou discurso será compartilhado e assimilado pelos seus interlocutores.


É preciso exteriorizar o certo e também o errado a nível da informação. As instituições públicas, assim como executivo é gerido por seres humanos…com um exercício de equilíbrio da informação, a população escusava rejeitar as informações propagadas que projectam uma imagem de falsa perfeição perante aos factos do quotidiano.
Só através da criação de um canal de promoção da identidade pública do governo, baseado na clareza e transparência concisa da identidade do executivo, poderemos criar um governo aberto ao diálogo permanente, e obviamente caminharemos para uma melhor estabilidade social e política.


Para alcançar tal objectivo o sector competente do executivo no caso o Ministério da Comunicação Social é chamado a fazer o seu papel. O primeiro passo devia ser a elaboração de um plano estratégico para promoção da identidade institucional e social do executivo assim como a criação de vias de diálogo com a sociedade.


Apesar da falta de acções, o desafio esta lançado o presidente foi feliz, no seu pronunciamento. Realmente necessitamos de canais para ouvir, auscultar e discutir mais, para que os assuntos sejam tratados em momentos e lugares certos, até lá aguardamos os resultados dos órgãos competentes!

sábado, 3 de dezembro de 2011

ENTRE A EXPERIÊNCIA E O CONHECIMENTO:





Por: Bento José dos Santos






“
Os contextos são diversificados, mas as contradições mantêm-se.
Existe realmente diferença entre a experiência e o conhecimento profissional?!”
Atente as seguintes afirmações:

- “Empresa de renome internacional precisa para os seus quadros “Director Financeiro”, formado em Economia ou gestão com mais de cinco (5) anos de experiência profissional”…

- “Ele domina o assunto, mas lamentavelmente não possui a formação académica específica para a vaga que concorre”;

- “É um candidato que o seu perfil se enquadra com a vaga, só que não tem experiência de trabalho…”

- “Quase que seria o homem certo para ocupar esta vaga, entretanto, não fala a língua inglesa…”

São inúmeras as situações que podem inviabilizar o inicio ou mesmo a inserção profissional de um ou vários candidatos a uma determinada vaga. As que acabo de citar textualmente não extinguem a imensidão das hipóteses deste assunto muito debelado.

A questão do desenho e avaliação do perfil profissional é um tema tão polémico que dificilmente reúne consenso. Independentemente desta variante, actualmente a problemática tem evoluido para o ambiente interno de muitas organizações, onde de maneira reformulada se revê a questão sob contexto de qual das valências seria a mais importante…experiência profissional ou conhecimento académico científico?

Juca Fernandes funcionário de uma empresa fornecedora de serviços no sector petrolífero sente-se desmotivado. O mesmo alega que os trinta (30) anos de experiência profissional não têm sido justamente recompensados. Ele afirma que na sua empresa aparecem novatos nas vestes de senhores engenheiros a beneficiarem-se de mais compensações do que ele…entretanto, segundo Juca Fernandes, estes engenheiros não possuem a capacidade prática de executar as tarefas que lhes recai em função do título académico, cabendo a ele a missão de realizar as tarefas mais complexas, como se, o dito engenheiro fosse ele próprio…

Noutro quadrante, muitos gestores de áreas operacionais se justificam alegando que o volume de trabalho que sobre eles recai é tão extenso, que acabam por ficar sem tempo para executar e acompanhar cabalmente as tarefas das áreas operacionais, ficando geralmente pelo segmento administrativo (ocupado com reuniões, despachos etc.), ficando deste modo terciarizada a responsabilidade de execução prática das acções aos técnicos… e vão mais longe, alegando que os operários de base ou mesmo intermédios, só sobrevivem graças a capacidade psicocientifica dos detentores de conhecimento científico!

Entretanto no meio deste cenário levanta-se outra questão, que convém desde já, delimita-la conceitualmente…

O quê a experiência?

O dicionário electrónico de língua portuguesa “Priberam” define experiência como uma palavra que deriva do (latim experientia, -ae, ensaio, prova, tentativa) o que significa conhecimento adquirido por prática, estudos, observação, etc.

Segundo a Wikipédia, a enciclopédia livre, em
epistemologia, experiência é o contacto epistémico (geralmente perceptual) directo e característico com aquilo que se apresenta a uma fonte cognitiva de informações (faculdades mentais como a percepção, a memória, a imaginação e a introspecção). Para alguns filósofos (Descartes, por exemplo) aquilo que se dá a qualquer uma dessas faculdades é experiência (embora ele não utilize essa palavra, mas sim a palavra pensamento).

Sintetizando com base nos conceitos expostos podemos definir a experiência como a prática de vida, ensaio, ou ainda o facto de a pessoa ser capaz de experimentar, reconstruir e modificar algo, podendo também interpretar a experiência como a forma de verificarmos um fenómeno físico, experimentando algo através dos nossos sentidos.

Quanto ao conhecimento…


A definição clássica de conhecimento, originada em
Platão, diz que ele consiste de crença verdadeira e justificada. Aristóteles divide o conhecimento em três áreas: científica, prática e técnica.
O conhecimento pode ainda ser
aprendido como um processo ou como um produto. Quando nos referimos a uma acumulação de teorias, ideias e conceitos o conhecimento surge como um produto resultante dessas aprendizagens, mas como todo produto é indissociável de um processo, podemos então olhar o conhecimento como uma actividade intelectual através da qual é feita a apreensão de algo exterior à pessoa.

Conclusão


Não existe uma separação entre a experiência e o conhecimento, uma vez que ambas qualidades são intrinsecamente dependentes, diferenciando-se na sua aplicação, uma vez que ao se ganhar experiência esta a se obter conhecimento e vice-versa.


O que deve se propagado de forma correcta quando se pretende distinguir o valor profissional dos quadros é o uso do termo técnico “know-how” que na tradução literária na língua portuguesa “compreende-se como saber fazer”.

Outra forma que pode-se ser tida como a mais correcta a quando da distinção de valores profissionais é baseado na prática. Um funcionário pode ter mais prática em relação ao outro, o que pode servir de item para a ficha de avaliação de valor.


Assim sendo o conhecimento profissional será a integração de tudo o que aprendemos de forma especifica durante a nossa formação e vivência profissional, e para tal a vivência será baseada em situações de experimentação, é ai que reside o nosso real valor profissional...na experiência que por sua vez é também o nosso conhecimento!

sábado, 17 de setembro de 2011

BELEZA ANGOLANA, ENTRE O DESAFIO E A CONQUISTA



Por: Bento José dos Santos







No passado dia doze (12/09/011), a cidade brasileira de São Paulo foi palco da grande festa da beleza mundial, com a edição comemorativa dos 60 anos do concurso Miss Universo 2011. Foi a primeira vez que o concurso foi disputado no Brasil. O evento decorreu no Credicard Hall que é uma das principais casas de eventos do Brasil, com uma capacidade para mais de 7.000 convidados.

O desafio reuniu 89 candidatas dos distintos países do mundo, pressupondo que ser a mulher mais bonita entre as mulheres mais bonitas do universo, era de antemão a conquista de um grande título. Através de vários processos sequências de eliminatória, a decisão do júri, fica entre as cinco finalistas. Nesta fase, o júri age através de um ranking de pontos atribuídos pelos jurados durante a apresentação final, que conta com desfiles em trajes de banho e de gala, e com a aguardada resposta das candidatas à pergunta final.

Perante tais desafios, Leila Lopes, a nossa miss Angola, foi a grande vencedora da noite. Única negra entre as finalistas, a nossa beleza de 25 anos de idade, revelou a potencialidade da beleza angolana perante os desafios.
Entre os variadissimos prémios, a nossa vencedora receberá: bolsa de estudo, um apartamento totalmente mobilado, um estilista permanente para mante-la fabulosa nas suas aparições públicas, roupas, joias, produtos de beleza e estetica, um sálario como miss universo, contratos publicitários, contrato com a “ Organização do Miss Universo”, um prémio em dinheiro, e passará o seu reinado a viajar pelo mundo promovendo as mensagens para o controlo das doenças, da paz e cuidados com a AIDS, e muito mais…

Para derimir algumas curiosidades sobre os requisitos das candidatas, saiba que: - As misses não podem ter sido casadas, nem separadas. Que durante o reinado, também não podem se casar e não podem ter filhos, nem adoptivos, antes e durante o reinado. Quanto ao namoro, não há nenhuma exigência com relação à virgindade das candidatas.
Sobre a idade: - as misses precisam ter entre 18 e 27 anos até o dia 1º de fevereiro do ano da competição. A candidata a mulher mais bonita do mundo pode fazer o que bem entender com o cabelo? Não há restrição sobre o uso de adereços para aumentar o tamanho do cabelo. Sobre tatuagens e piercings, também não há restrição, mas há casos de misses que esconderam as próprias tatuagens para desfilar. E que não é verdade é que é preciso falar inglês para se candidatar ao Miss Universo?! Há exigência, mas as candidatas ficam dependentes do intérprete. E que, não há exigência sobre conhecimentos. E que, desde 1952, 44 das 58 vencedoras do concurso Miss Universo eram morenas.

Razão para afirmar, que, entre o desafio e a conquista a solução passa necessariamente pela universalidade da beleza da mulher angolana!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Benguela e Huambo: sob carris, rumo ao progresso económico



Por: Bento José dos Santos

"O apito do comboio, no passado dia 30 de Agosto (2011), na província do Huambo, foi acompanhado de manifestações de euforia festiva por parte da população daquela província, e de outras partes do país. Tal facto deveu-se a uma solução prática implementada pelo executivo do governo de Angola, que mereceu o reconhecimento daqueles que bem sabem da dimensão e valor deste feito para o progresso económico da região"


Numa primeira fase, o eixo principal corresponderá a província de Benguela e do Huambo, pelas suas localizações geoestratégicas. A província de Benguela contará em breve com um pólo de desenvolvimento industrial de Catumbela, cujo valor de investimento ronda os vinte cinco milhões (25.000.000,00) de dólares norte americanos, de igual forma a província do Huambo também será beneficiada com um projecto com a mesma envergadura, o pólo industrial da Cáala, o que nos leva a perspectivar uma maior facilidade para o escoamento dos produtos, oriundos do campo para as cidades e vice-versa.

O percurso ao progresso económico da província do Huambo e Benguela vêm a dar vazão as estratégias do governo, no que diz respeito a expansão dos mercados internos, permitindo o crescimento das economias locais contribuindo para o desenvolvimento económico do país. Esta estratégia, é resultante da combinação entre infra-estrutura e serviços que tem de responder os grandes desafios de desenvolvimento económico, no que tange a mobilidade das populações, potencializando a utilização dos transportes públicos e promovendo a inter-modalidade de passageiros e mercadorias, assegurando as ligações entre as províncias portuárias e aeroportuárias, bem como viabilizar as plataformas logísticas.

O vigor da economia de um país depende em muito, do nível e dos padrões de mobilidade das pessoas e bens. Deste modo, retirar obstáculos a essa mobilidade, tornou-se uma medida crítica por parte do executivo angolano, na qual o caminho-de-ferro pode e passará a dar o seu contributo.


Neste âmbito, fica patente o compromisso do governo angolano em promover o desenvolvimento harmonioso e sustentável das distintas regiões do país, sendo que o processo de reconstrução nacional em curso no país, desde 2002, tem por base a resolução dos problemas provocados principalmente pela guerra.

Os carris do progresso económico que acabam de ser inaugurados pelo Presidente da República de Angola, Eng.º. José Eduardo dos Santos, certamente funcionarão como estratégia de coesão social e territorial, numa óptica de satisfação das necessidades e das expectativas do mercado, constituindo ainda uma medida que visa o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.


Razão para dizer, bem haja aos carris do progresso económico!

sábado, 3 de setembro de 2011

AS PERSPECTIVAS DA CONCORRÊNCIA EMPRESARIAL NO MERCADO ANGOLANO (1)



Por: Bento José dos Santos *

As notícias económicas do mercado europeu da última semana, demonstraram um gráfico intenso de oscilações, tendo se destacado o Dólar pela volatilidade registada, operando em alta.

Tal facto deveu-se a preocupação sobre um possível agravamento da crise económica global, nos mercados, resultante das ameaças, da estagnação do crescimento económico mundial, assim como a incidência sob a divida das principais economias mundiais, e a incerteza sobre a solidez dos bancos europeus, e a evolução da instabilidade política em alguns países.

Apesar da recente vaga de assaltos que se viveu em algumas cidades da Inglaterra, as bolsas de Londres e Frankfurt abriram nos últimos dias de forma aparentemente estável. Paris, Madrid e Milão registaram uma leve queda na abertura.

Não obstante os mercados a nível internacional ensaiarem passos para a estabilidade económica, ainda parece distante o fim do cenário da aparente ressaca da crise económica mundial.

Segundo a Bovespa - instituição financeira brasileira, uma das principais funções de uma bolsa de valores é proporcionar um ambiente transparente e líquido, adequado à realização de negócios com valores mobiliários. Somente através das corretoras, os investidores têm acesso aos sistemas de negociação para efectuarem suas transacções de compra e venda desses valores, citam.

Por cá (Angola), não se conhece ainda as instituições administradoras dos mercados (bolsa de valores), cujo padrão consiste num centro de regras de negociação estabelecidas para os activos registados em cada um deles.

O facto do nosso país ainda não instituir as bolsas de valores, não transforma o nosso mercado como desregulado económica e financeiramente, uma vez que temos instituições públicas (Ministério das Finanças, Banco Nacional de Angola, etc.) e privadas que participam no directamente no processo da gestão mercantil.

No entanto, com a ausência deste barómetro «» económico, como tem sido diagnosticada a competitividade empresarial no nosso mercado?

A conceitualização económica da concorrência segundo a enciclopédia livre, corresponde à situação de um mercado em que os diferentes produtores ou vendedores de um determinado bem ou serviço actuam de forma independente face aos clientes/consumidores, com vista a alcançar um objectivo para o seu negócio – lucros, vendas e/ou quota de mercado – utilizando diferentes instrumentos, tais como os preços, a qualidade dos produtos, os serviços após venda, etc.
É um estado dinâmico de um mercado que estimula as empresas a investir e a inovar com vista à maximização dos seus ganhos e ao aproveitamento óptimo dos recursos escassos disponíveis. Um mercado concorrencial é aquele cujo funcionamento é feito de acordo com o livre jogo da oferta e da procura, sem intervenção do Estado.


O que constitui facto é a incidência cada vez maior de investidores internacionais no nosso mercado, uma vez que na actualidade o nosso país se deslumbra como mercado cheio de oportunidades, face ao seu actual estado social, de plena reconstrução nacional.

Se por um lado, o nosso mercado emite sinais positivos que capta a atenção dos investidores externos, internamente, começa a se massificar sinais de atitudes cépticas, fundamentadas na desigualdade de oportunidades no que diz respeito a realidade conjuntural da nossa classe empresarial.

A titulo de exemplo, dá-se o facto do empresariado angolano ver-se confrontado com taxas de juro altas a quando do recurso ao crédito, sem esquecer o excesso burocrático nas tramitações administrativas. Enquanto internamente nos esgrimimos com factores que nos retardam, os investidores estrangeiros que buscam as oportunidades no nosso mercado, vêm suportados e apoiados pelos seus governos.

Outrossim, fica muito a quem o comportamento das empresas operadoras no mercado angolano, sejam elas nacionais ou estrangeiras que assumem uma posição de paridade, pelo facto de não implementarem as técnicas e práticas da gestão de competitividade mercantil, mas no entanto, vejam seus resultados económicos a se consolidarem positivamente.

O velho pretexto desenvolvido em muitas empresas nacionais e agora á evoluir para as estrangeiras, de que não é preciso implementar estratégias de comunicação “publicidade, relações públicas, etc”… leva muitos empresários a justificarem-se que a sua actividade consiste na venda de serviços, o que segundo eles, anula a necessidade promover a marca nosso mercado… ou ainda o ilusório pretexto de ter o negócio garantido…tais argumentos levam a questionar em que meandro anda a nossa competitividade empresarial?!

Entretanto, o que parece para muitos ser a estratégia correcta, é o recurso ao lobby «» e já esta! No entanto, o que numa primeira instância parece ser a estratégia correcta, torna-se também um dos principais pontos fracos das empresas nacionais que procuram sempre vir a reboque de uma marca internacional, esquecendo-se que na prática a mesma consolidou-se fazendo recurso a aparente vulgar publicidade…e outras estratégias de comunicação.

Pondo de parte algumas marcas, tidas como as mais visíveis no placar publicitário nacional, onde a Unitel, Movicel, Blue, Cuca, Coca-cola, permanentemente revitalizam a sua imagem e projecção pública, actualmente, denotam-se algumas iniciativas institucionais que timidamente começam a projectar a imagem pública dos seus organismos. É o caso dos Caminhos de Ferro de Luanda, a Policia Nacional, através do seu órgão de trânsito entre outros.

No entanto, se por um lado o diagnóstico do nosso mercado potencializa as oportunidades para o investimento, captando empresas com renome a nível internacional, noutro, torna-se visível e necessário que as empresas angolanas assumam posições estratégicas através dos elementos de diferenciação.

Estes elementos podem ter como ponto de partida os recursos humanos qualificados na sua estrutura organizacional, até a projecção pública dos serviços ou produtos, ligados a marca de uma certa empresa, independentemente do seu ramo de actividade.

Tal como enunciou Einstein: “não existe maior sinal de insanidade do que fazer as coisas da mesma forma e esperar que os resultados sejam diferentes”. Enquadrando a referida citação, a ausência de práticas e técnicas para superar a concorrência é um factor a ter em especial atenção, uma vez que no final, o nosso mercado que começa a se desenhar ultra-competitivo se encarregará de descartar as empresas que primam na omissão das suas competências, dando lugar a aqueles que jogam com um mercado aberto e transparente.

Isto só será possível associando a competência das empresas, a projecção da sua identidade junto dos seus diferentes públicos no mercado.

Para tal, recomenda-se aos gestores empresariais, a assumirem uma postura estratégica baseada na forma de pensar no futuro, em relação a empresa e o seu ecossistema mercantil.

* Especialista em Comunicação Organizacional